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A utilização do cavalo na área de saúde é tão antiga quanto a própria história da medicina. Sua origem data da Grécia Antiga, onde Hipócrates refere à equitação como fator regenerador da saúde, em seu livro, “Das Dietas”. Na era moderna, um dos primeiros indícios de sua utilização verificaram-se na França, em 1965, quando médicos parisienses interessaram-se em seu estudo. A Primeira Guerra Mundial foi um fator que contribuiu para o desenvolvimento da Equoterapia. Muitos soldados, acometidos com ela, foram motivados em sua reabilitação com esse tratamento.

Atualmente, a Equoterapia é considerada uma técnica de auxilio à terapia convencional e é praticada em mais de trinta países. No Brasil, a Associação Nacional de Equoterapia (ANDE) introduziu o trabalho em 1989, em Brasília. Podemos definir a Equoterapia como um método terapêutico e educacional que utiliza o cavalo dentro de uma abordagem interdisciplinar nas áreas de saúde, educação e Equitação, buscando o desenvolvimento biopsicossocial do individuo.

Equoterapia é constituído por três fases de intervenção, que são Hipoterapia, Educação e Reeducação Equestre e Pré-Esportiva.
A partir de uma avaliação realizada pela equipe, quanto às condições de autonomia física e/ou psicoemocionais do praticante, este é direcionado ao programa que melhor adeque suas necessidades. Objetivamos dentro da condição clínica de cada praticante explorar ao máximo suas potencialidades.

Primeira fase: Hipoterapia: É indicada aos praticantes que não possuam autonomia, sendo ela física e/ou psicoemocional, para estarem sozinhos no cavalo, necessitando do terapeuta auxiliando-os como carona.

Segunda fase: Educação e Reeducação Equestre: O praticante possui autonomia postural e/ou psicoemocional, porém ainda não está apto para o domínio do animal. Os terapeutas auxiliam o momento terapêutico como laterais, aplicando suas condutas técnicas de solo.

Terceira fase: Pré-Esportiva: Nesta fase, o praticante inicia o domínio da atividade equestre, sendo uma preparação para sua inclusão no esporte.

 

Benefícios Gerais

Neuromotores:

Melhora do equilíbrio;

Ajuste tônico;

Alinhamento corporal;

Melhora da coordenação motora;

Força Muscular;

Consciência corporal;

Organização espaço-temporal;

Funcionalidade;

Controle da respiração.

 

Psicossociais:

Melhora da concentração para a realização das atividades;

Iniciativa;

Autoestima;

Autocontrole;

Autoconfiança;

Independência;

Maior interação social.

Considerações Complementares

A Equoterapia emprega o cavalo como agente promotor de ganhos a nível físico e psíquico. Esta atividade exige a participação do corpo inteiro, contribuindo, assim, para o desenvolvimento da força muscular, relaxamento, conscientização do próprio corpo e aperfeiçoamento da coordenação motora e do equilíbrio.

A interação com o cavalo, incluindo os primeiros contatos, desde o momento que chega no centro de Equoterapia, assim como os cuidados preliminares de sua higiene e preparo, o ato de montar e o manuseio final de retirar a encilha e dar o lanche, desenvolvem, ainda, novas formas de socialização, autoconfiança e autoestima.

Ao deslocar-se durante o passo, o cavalo produz movimentos em seu dorso que são transmitidos ao cavaleiro através do alinhamento dos centros gravitários (praticante e animal). Esses movimentos tridimensionais assemelham-se 95% a marcha humana. Ocorrendo deslocamentos contínuos, tridimensionalmente, ou seja, para cima e para baixo, para frente e para trás, para um lado e para o outro. A ação cinética e dinâmica realizada pelo cavalo exige do praticante movimentos de antecipação, orientação e adaptação, que envolvem o sistema nervoso a nível neuromotor e neuropsíquico.

A Equoterapia pode ser considerada um conjunto de técnicas reeducativas e reabilitativas que atuam para superar danos sensorio-motores, cognitivos e comportamentais.

Reconhecimentos Institucionais

• Conselho Federal de Medicina (6 Abr 97)

• Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (27 Mar 08)